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TAXA DE CRESCIMENTO DE GRÃOS E RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL INCIDENTE EM CINCO ÉPOCAS DE PLANTIO DE MILHO

Agostinho D. Didonet, Osmar Rodrigues, Justino L. Mario 4 , Francisco Ide 5

INTRODUÇÃO

O milho por ser uma gramínea anual, pertencente ao grupo de plantas do tipo C-4, possui uma ampla adaptação climática. No entanto, para que sua máxima produtividade seja expressa, necessita de temperaturas elevadas e de alta radiação solar incidente, além de um adequado suprimento hídrico durante o seu ciclo. O nível de fertilidade do solo também tem influência marcante para que a cultura possa alcançar máxima produtividade em qualquer situação de ambiente. O ciclo de desenvolvimento da cultura de milho, normalmente, é dividido em três períodos distintos, compreendendo uma fase vegetativa, uma fase reprodutiva e uma fase de formação e de enchimento de grão. O tempo de duração de cada um desses períodos é determinado pela cultivar, pela fertilidade e pela umidade do solo, e principalmente pela época de plantio em cada região em que é cultivado. Normalmente as variações na duração de ciclo que ocorrem entre híbridos são verificadas no período vegetativo, compreendido entre a emergência e o pendoamento.

Em termos gerais, a produtividade da cultura de milho depende do número de grãos polinizados e da quantidade de fotoassimilados disponíveis. Obviamente, o número de grãos potencialmente capazes de se desenvolver dependerá dos fatores de ambiente que controlam a polinização e a taxa fotossintética. Durante a fase de enchimento de grão, a fase linear em que ocorre o máximo acúmulo de massa seca é considerada o período efetivo de enchimento de grão. Nesse período, as relações que ocorrem entre a fonte produtora e a fonte consumidora da planta determinam a quantidade de fotoassimilados disponíveis e a capacidade da espiga em acomodar estes fotoassimilados. Assim, os fatores limitantes ao crescimento de grão são a taxa de crescimento, o tempo de crescimento e a capacidade de armazenamento de grão. Em condições de cultivo onde o enchimento de grão ocorre em períodos de baixa radiação solar incidente e baixas temperaturas, e não ocorrem limitações hídricas nem nutricionais, o rendimento potencial de grão não é atingido.

O objetivo deste trabalho foi verificar a influência da época de plantio no rendimento de grão, na sua correlação com a disponibilidade de radiação solar incidente sobre a cultura, e na taxa de crescimento linear de grão, em híbridos de milho de diferentes ciclos.

MATERIAL E MÉTODOS

O ensaio foi instalado na área experimental da Braskalb Agropecuária Brasileira LTDA em Coxilha, RS, próxima a Passo Fundo, RS, utilizando-se o híbrido C-901 de ciclo super-precoce, o híbrido XL-212 de ciclo precoce e o híbrido XL-370 de ciclo normal, semeados em cinco épocas diferentes. A primeira época de semeadura ocorreu em 21/08/95, a segunda em 15/09/95, a terceira em 16/10/95, a quarta em 13/11/95 e a quinta época em 13/12/95, mantendo-se uma densidade final de 62.500 plantas por hectare, com espaçamento de 0,8 metros entre linhas. Cada híbrido em cada época foi semeado em três repetições em um delineamento de blocos ao acaso. O ensaio foi conduzido em condições ótimas de fertilidade e sempre que necessário a água foi suprida através de irrigações durante todo o ciclo. A taxa de crescimento de grão foi avaliada mediante coleta periódica de duas espigas por parcela duas vezes por semana, desde o estádio de embonecamento até o de maturação fisiológica, e da determinação da massa seca de 50 grãos da parte mediana das espigas. O rendimento de grão foi determinado com base em umidade de 13 %. Os dados meteorológicos foram fornecidos pelo posto meteorológico da Embrapa Trigo, Passo Fundo, RS, situado a 28 o 15'S, 52 o 24'W e altitude de 687m, à cerca de 10 km do local do ensaio. A taxa de crescimento de grão foi expressa em unidades térmicas calculada em função do somatório das temperaturas máxima e mínima diárias ( U.T.= (temperatura máxima + temperatura mínima/2)-10 o C); as temperaturas máximas maiores que 30 o C e temperaturas mínimas menores que 10 o C, foram consideradas como 30 e 10 o C, respectivamente. A fase linear de enchimento de grão nas cinco épocas de plantio foi usada para determinar a taxa de crescimento, através de regressão linear entre o acúmulo de massa seca no grão e o acúmulo de unidades de calor registradas nesse mesmo período.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A relação entre o acúmulo de massa seca no grão e o acúmulo de unidades térmicas nos híbridos C-901, XL-212 e XL-370, na fase linear de crescimento de grão, nas cinco épocas de plantio, são apresentadas nas Figuras 1, 2 e 3, respectivamente. Como se pode notar, os três híbridos nas cinco épocas de plantio iniciaram o acúmulo efetivo de massa seca (fase linear) quando a soma térmica atingiu entre 150 e 200 graus e cessou quando atingiu cerca de 600 a 700 graus celsius. Independente da época de plantio, nesta fase, o híbrido C-901 apresentou uma taxa de acúmulo de 28,02mg de massa seca em 50 grãos/unidade térmica (R 2 =0,858**). Em plantios realizados em 21/08, 15/09 e 16/10/95 foram necessários uma soma térmica pouco maior (ao redor de 200 graus) para o início efetivo do enchimento de grão, enquanto que em plantios de 13/11/95 e 13/12/95, isto ocorreu quando a soma térmica atingiu valores pouco menores (pouco mais de 100 graus). Neste híbrido, a soma térmica necessária desde o início até o final da fase linear de enchimento de grão foi sempre ao redor de 500 graus, tanto nas épocas de plantio mais precoces, quanto nas mais tardias (Figura 1) .

Também na fase linear de crescimento de grão, o híbrido XL-212 apresentou uma taxa de acúmulo de massa seca de 21,80mg em 50 grãos/unidade térmica (R 2 =0,957**), para as cinco épocas de plantio (Figura 2) . Nas cinco épocas de plantio, tanto o início efetivo do acúmulo de massa no grão, como o término ocorreram quando foram acumulados 150 e 750 graus selsius de soma térmica, respectivamente, sendo portanto necessário cerca de 600 graus centígrados acumulados desde o início até o final desta fase.

No híbrido XL-370, também nas cinco épocas de plantio, a taxa de acúmulo de massa seca na fase linear foi de 20,94mg em 50 grãos/unidade térmica (R 2 =0,899**), necessitando também pouco menos de 600 graus centígrados acumulados para completar esta fase (Figura 3 ). Nas épocas de plantio de 21/08,15/09 e 16/10/95 esse acúmulo iniciou ao redor de 200 graus centígrados acumulados, enquanto nas épocas de plantio de 13/11/95 e 13/12/95 foram necessários cerca de 100 graus selsius acumulados.

Segundo estas observações, entre os híbridos testados, a taxa de acúmulo de massa seca no grão parece ser pouco mais elevada no híbrido superprecoce (C-901, taxa de 28,02mg de massa seca), do que nos híbridos de ciclo precoce e normal (XL-212 e XL-370, taxas de 21,80mg e 20,94mg de massa seca). Isso parece ser compensado por menor exigência de soma térmica para o híbrido C-901 em relação aos outros dois híbridos. No entanto, não significa que para o híbrido C-901 o tempo em dias para o enchimento de grão seja muito menor do que para os demais híbridos, uma vez que esta fase ocorre em épocas diferentes do ano, resultando em um número de dias praticamente igual para os três híbridos. Esses resultados estão de acordo com dados de literatura, indicando que as variações de ciclo entre diferentes híbridos são observadas basicamente no período vegetativo e não no período reprodutivo.

Por outro lado, os rendimentos de grão dos três híbridos nas cinco épocas de plantio estão estreitamente relacionados com a radiação global média incidente sobre as plantas desde a emergência até a maturação fisiológica (Figura 4) , (Figura 5) e (Figura 6) . Isso indica que produtividades elevadas somente podem ser obtidas em altas radiações incidentes durante todo o ciclo da cultura, desde que nenhum outro fator seja limitante. Nesse sentido, as maiores radiações incidentes coincidem com plantios efetuados entre meados de setembro até final de outubro, desde que a máxima área foliar seja observada entre 20 de dezembro até 20 de janeiro. Dessa maneira, em plantios do cedo, as plantas tendem a acumular menos massa seca por ocasião do pendoamento, quando se dá o índice de área foliar máximo, tanto que a capacidade da planta em produzir fotoassimilados pode limitar a produtividade, enquanto em plantios mais tardios, como as plantas produzem mais massa seca no pendoamento, a limitação passa a ser a capacidade dos grãos em armazenar fotoassimilados. Assim, em plantios mais precoces (antes de meados de setembro), seria possível o aumento do número de plantas por unidade de área, para aumentar a capacidade de captação de radiação solar incidente, enquanto em plantios mais tardios, parece ser interessante diminuir o número de plantas por unidade de área, uma vez que nessas épocas a captação de luz até o pendoamento não é limitante.


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