Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento |
205 | |
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ISSN 1517-4964 | |
| Dezembro, 2006 | ||
| Passo Fundo, RS | ||
Foto: Paulo Roberto da Silva/UFRGS |
Reação à ferrugem da folha de genótipos de trigo indicados para cultivo no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná em 2002
Márcia Soares Chaves1*, Caroline de Lima Wesp2, Pedro Luiz Scheeren1, Leo de Jesus Antunes Del Duca3, Márcio Só e Silva1 |
Introdução
A ferrugem da folha, causada por Puccinia triticina, é uma das principais doenças que afetam a cultura do trigo. Epidemias severas da moléstia podem ocasionar perdas significativas no rendimento e na qualidade de grãos. A Embrapa Trigo realiza, anualmente, a avaliação da reação à ferrugem da folha de genótipos de trigo indicados para cultivo no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. O objetivo deste trabalho é disponibilizar aos melhoristas, técnicos, produtores e demais interessados os dados obtidos nas avaliações realizadas em 2002.
Material e Métodos
As avaliações foram realizadas em campo e em casa de vegetação. A reação dos genótipos em condições de campo foi avaliada em Passo Fundo, RS, na Embrapa Trigo, sob inoculação natural e artificial, e também em outros locais, apenas sob condições de infecção natural. A reação foi atribuída por meio da severidade, de acordo com a escala de Cobb modificada (Peterson et al., 1948) e tipo de infecção na fase de planta adulta, no estádio de espigamento. A reação a raças individuais de P. triticina foi avaliada em estádio de plântula em casa de vegetação, na Embrapa Trigo (Tabela 1). Estas avaliações foram realizadas conforme o que foi descrito por Roelfs et al. (1992).
Resultados
Em 2002, a ferrugem da folha do trigo ocorreu de forma generalizada nos locais em que os genótipos foram avaliados (Tabela 2), tendo sido registradas reações de até 90 S em cultivares suscetíveis. No campo, alta severidade foi observada nas cultivares BRS 49, BRS 119, BRS 179, BRS 209, BRS 220, BRS 221, FUNDACEP 31 e FUNDACEP 40, IAPAR 17, IAPAR 28, IAPAR 29, IAPAR 87, IPR 87. Em alguns locais, CEP 24, BRS 177 e Embrapa 40 também apresentaram alta severidade. Em relação a anos anteriores, houve um considerável aumento na severidade da doença nas cultivares BRS 179, BRS 221, FUNDACEP 31 e FUNDACEP 40; no entanto, as cultivares Trigo BR 23 e Trigo BR 35 mantiveram-se estáveis quanto à reação de moderada resistência à doença, evidenciando sua característica de resistência de planta adulta. As cultivares com maior resistência em condições de campo foram BRS 208, BRS 210, BRS 223, Granito e Jaspe. As cultivares BRS 194, Rubi, IPR 84 e Fundacep 30, além da resistência no campo, também apresentaram, em fase de plântula, resistência a todas as raças de P. triticina testadas (Tabela 3).
Agradecimentos
Os autores agradecem à Fundação Pró-Sementes, à OR Melhoramento de Sementes Ltda., à COODETEC, ao Instituto Agronômico, à EPAGRI e à FUNDACEP-FECOTRIGO pela colaboração nas avaliações de campo.
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