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ISSN
1517-4964 Setembro, 2006 Passo Fundo, RS |
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Reação à ferrugem da folha de genótipos de trigo indicados para cultivo no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, em 2003Márcia Soares Chaves1*, Caroline de Lima Wesp2, Pedro Luiz Scheeren1, Leo de Jesus Antunes Del Duca3, Márcio Só e Silva1 |
Introdução
A ferrugem da folha, causada por Puccinia triticina, é uma das principais doenças que afetam a cultura de trigo. Epidemias severas da moléstia podem ocasionar grandes perdas no rendimento e na qualidade de grãos. O objetivo deste trabalho é disponibilizar aos melhoristas, técnicos, produtores e demais interessados, a reação à ferrugem da folha de genótipos de trigo indicados para cultivo no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, em 2003.
Material e Métodos
A reação dos genótipos em condições de campo foi avaliada em Passo Fundo, RS, na Embrapa Trigo, sob inoculação natural e artificial. A reação foi também avaliada em outros locais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de São Paulo e da Argentina, sob condições de infecção natural apenas. A reação à ferrugem da folha foi dada pela severidade, de acordo com a escala de Cobb modificada (Peterson et al., 1948) e tipo de infecção na fase de planta adulta (Tabela 1), no estádio de espigamento. A reação a raças individuais de P. triticina foi avaliada em estádio de plântula (Tabela 1), em casa de vegetação, na Embrapa Trigo. Estas avaliações foram realizadas conforme descrito por Roelfs et al. (1992).Resultados
Em 2003, a ferrugem da folha de trigo ocorreu de forma generalizada nos locais em que os genótipos foram avaliados, tendo sido registradas reações de até 70S (cultivar IAPAR 17 em Passo Fundo, RS). Em alguns locais as cultivares BRS 49, BRS 177, BRS 179, BRS 220, CEP 24 Industrial, CEP 27 Missões, FUNDACEP 29, Granito, IAPAR 53 e Ônix apresentaram elevada severidade, entretanto, em relação ao ano anterior, a intensidade da doença no grupo de genótipos avaliados foi menor (Tabela 2). As cultivares Trigo BR 23 e Trigo BR 35 mantiveram-se estáveis quanto à reação de moderada resistência à doença, evidenciando suas características de resistência de planta adulta. Dentre as cultivares com maior resistência em campo estão BRS 208, BRS Angico, BRS Timbaúva, BRS Camboatá, BRS Guabiju, BRS Buriti, BRS Umbu, EMBRAPA 40, FUNDACEP 37, IPR 90 e IPR 109. As cultivares Rubi, IPR 84 e FUNDACEP 30, além da resistência em campo, apresentaram, em fase de plântula, considerável resistência ao conjunto de raças de P. triticina testadas, as quais representam o espectro de virulência do patógeno ocorrente no Brasil (tabelas 3 e 4).Agradecimentos
Os autores agradecem à Fundação Pró-Sementes, à OR Melhoramento de Sementes Ltda., ao Instituto Agronômico, à EPAGRI, à FUNDACEP-FECOTRIGO e ao INTA (Argentina) pela colaboração nas avaliações de campo.1 Eng. Agron., Pesquisador da Embrapa Trigo, Caixa Postal 451,
99001-970 Passo Fundo, RS
2 Bolsista Recém-mestre - DTI - CNPq
3 Pesquisador da Embrapa Trigo, aposentado
* Autor para correspondência: mchaves@cnpt.embrapa.br
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